20 anos de história de O Serigráfico

Era uma vez dois metalúrgicos, Dov e Sousa, que se conheceram em 1988 na empresa Alfa Instrumentos, se perderam na vida e depois se reencontraram em 1990, na Doduco. O Dov resolveu sair da empresa e abrir seu próprio negócio, a Image Informática, uma empresa de consultoria que na época prestava assistência técnica para uma empresa têxtil. Com o envolvimento num projeto de Estamparia de Mesa Corrida, veio a ideia de fabricar equipamentos para essa empresa e Dov resolveu procurar novamente o Sousa para ser seu projetista. O Sousa, que adorava desenvolver projetos, aceitou o desafio e, quando começaram a buscar informações a respeito do mercado de serigrafia, tiveram muita dificuldade em obtê-las. Onde quer que fossem, só o que ouviam é que tudo era ‘segredo’. Com muito esforço, conseguiram projetar duas máquinas, uma de revelação e outra de esticagem de tecido, ambas para grandes formatos, porém o projeto não foi para frente justamente por falta de informação.

Na época, só existia um veículo de comunicação no mercado, dirigido mais para os executivos do que para o público final. Foi aí que os dois empreendedores resolveram fundar o jornal O Serigráfico, na ocasião voltado para a área têxtil e serigrafia, pois a Comunicação Visual ainda nem existia como um nicho de mercado. O objetivo era sugar toda a informação que pudessem e repassar para o grande público, para aqueles que faziam serigrafia ou que operavam as máquinas. O projeto nasceu no final de 1994 e eles foram se organizando, até concretizá-lo, em 96. E, em maio de 1996, saía da gráfica a primeira edição de O Serigráfico.

Embora o jornal tenha surgido para disseminar a informação, tão escassa à época, o veículo não era o projeto principal dos sócios, até então. A meta era ter um veículo de comunicação para abrir o mercado e então fundar uma escola de formação profissional, com cursos de serigrafia, comunicação visual e outros cursos mais abrangentes, intencionando profissionalizar o mercado e abrir novos nichos de atuação. Esse projeto da escola acabou nunca se concretizando por diversos motivos, mas o jornal O Serigráfico nasceu oficialmente no dia 28 de maio de 1996, data da impressão de sua 1ª edição.

Aos poucos, o jornal foi ganhando a simpatia de algumas empresas e tornando-se um negócio promissor. A Loricolor foi a primeira anunciante e logo em seguida veio a loja Valentim, que vendia material de serigrafia. “Enviamos mala direta para todas as empresas do ramo e as coisas começaram efetivamente a andar depois de nossa quarta edição, já com anunciantes fortes como Aplike, Gênesis, Portofino e Tec-Screen, que na época virou nossa anunciante com a condição de que não desistíssemos do negócio”, comenta Sousa, fundador do jornal.

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As dificuldades foram enormes, mas a certeza de que era isso o que o mercado precisava não os deixou desistir do sonho. “Tivemos muita dificuldade para fazer o empresariado entender que dando informação, melhoraríamos o mercado. Mais profissionais sabendo como fazer, mais compradores e assim sucessivamente. Conseguimos, com muito trabalho, convencer as lojas a distribuírem nosso jornal gratuitamente e, pouco a pouco, isso foi se tornando uma tradição de mercado. As lojas da Galeria do Rock têm muito a ver com isso, pois foram as primeiras a distribuir nosso material e, com isso, tornaram-se referência para consumidores, que iam em busca de informação, procurando nosso jornal. Pouco a pouco conseguimos abrir nossa rede de distribuição e em pouco tempo o jornal já estava sendo distribuído no Brasil todo. Vimos a reação do mercado, com empresas recebendo ligações de Manaus, por exemplo, que na época era algo improvável de acontecer. As empresas começaram a nos fornecer artigos técnicos e constataram que isso dava um retorno enorme!”, relembra Sousa.

Aos poucos, o mercado foi se abrindo e tomou a dimensão que tem hoje, o que muito tem a ver com a atuação de O Serigráfico. “São 20 anos espalhando a informação de norte a sul, de leste a oeste do país. Depois de nós, outros veículos surgiram no mercado, mas fomos os pioneiros na maneira de nos comunicarmos com os nossos leitores e principalmente na maneira de distribuir nosso veículo, que tem uma capilaridade impressionante, comprovada por diversos técnicos que viajam por todo o país e sempre comentam que viram o nosso jornal nos balcões de lojas e em empresas em todos os estados do país, incluindo locais mais distantes como Acre e Pará. Ninguém, até hoje, conseguiu atingir o número de leitores que atingimos e chegar a locais distantes dos grandes centros. Entendemos que existem pessoas precisando de informação em todos os locais do país e nossa missão sempre foi e continuará sendo levar a nossa contribuição para estes leitores”.

Ao longo de 20 anos, muitas foram as mudanças desse mercado, entre elas o surgimento das primeiras plotters, o nascimento da indústria nacional de vinis adesivos e o surgimento do mercado de comunicação visual. “Antigamente era tudo feito à mão, tudo era voltado para o mercado serigráfico, considerado sujo e marginal. As agências de publicidade tinham muito preconceito e só usavam as gráficas para realizar suas campanhas, sempre longas e em grandes quantidades. A serigrafia como comunicação visual só existia para alguns banners, mas nada muito elaborado, além do mercado de brindes, que também não tinha a dimensão que tem hoje. Podemos dizer que a serigrafia se resumia às camisetas e estamparias de modo geral. Foram inúmeras crises, muitos equipamentos lançados e sempre a ideia de que a serigrafia iria acabar. Perdemos a conta de quantas vezes ouvimos isso desde que surgiram as primeiras plotters, passando por todas as outras mudanças, até a consolidação da impressão digital. O tempo passou, tecnologias entraram e saíram do mercado, modas vieram e foram e a serigrafia continua viva e produtiva, apesar do boom da sublimação. Ao longo dos anos, mudamos junto com o mercado e passamos a agregar informações de outros mercados emergentes em nossas páginas, mas sempre ensinando técnicas, trazendo notícias, novidades, sem deixar de resgatar a história da serigrafia no Brasil, que é tão rica e que foi quem originou tudo isso o que vemos hoje”, diz Sousa.

Além das crises econômicas e políticas, O Serigráfico passou também pela transformação do mercado de comunicação mundial, com a entrada da internet, mídias digitais, redes sociais e a abundância de informação. “Apesar de muita gente ter dito que morreríamos se continuássemos em papel, acreditamos no nosso projeto e conhecemos melhor do que ninguém nosso público. Nossos leitores querem ter a oportunidade de colocar o jornal em cima da mesa de serigrafia, em cima do equipamento de impressão digital ou do balcão da loja e ir seguindo nossos passo a passos, ou tirando outras informações importantes sem medo de sujá-lo ou amassá-lo. É para isso que estamos aí: para que as pessoas possam usufruir de toda a informação sem medo, a qualquer hora, em qualquer local. E nada substitui o impresso nesse quesito. Nos modernizamos, sim, acompanhamos o mercado, temos nossa versão digital, nosso site, redes sociais, canal no You Tube e todas as ferramentas necessárias para informar o mercado, mas sem perder nossas raízes de servir aos nossos leitores da melhor maneira possível. E hoje ver grandes editoras como a Editora Abril, por exemplo, extinguindo seus títulos impressos e mesmo assim continuarmos firmes e fortes, nos faz ter ainda mais orgulho de nossa trajetória”.

Todo esse trabalho e a informação produzida e disseminada ao longo desses 20 anos fez de O Serigráfico um veículo respeitado por todos, leitores e anunciantes. “Recebemos leitores nas feiras que participamos ao longo do ano e sempre temos um retorno positivo sobre o nosso trabalho. São muitas histórias nas quais participamos indiretamente; muita gente que abriu empresa baseado nas nossas informações, gente que mudou a área de atuação porque leu algo mais interessante no jornal e enxergou ali uma oportunidade, entre outras histórias, o que sempre nos traz muito orgulho do que fazemos. O número de leitores que param em nossos estandes para pegar nosso jornal é impressionante e tira qualquer dúvida sobre a importância que temos para o mercado”.

Para comemorar os 20 anos de O Serigráfico, acabamos de inaugurar um canal no You Tube e agora temos mais uma maneira de nos comunicarmos com você, leitor, que também poderá ser um expectador. Lá, traremos sempre dicas e novidades do mercado, além de gravações em vídeo da nossa coluna “Nós Testamos”, onde mostramos testes de produtos disponíveis no mercado e a melhor maneira de utilizá-los. Além disso, nosso site foi remodelado recentemente para uma melhor comunicação e em breve nosso portal MSSB trará ainda mais novidades.

E queremos dividir com você, querido leitor, o mérito pelo sucesso desses 20 anos de O Serigráfico. Sem você nada disso teria sido possível. Deixamos aqui o nosso muito obrigado! É para você e por você que estamos aqui, prontos para mais 20 anos!

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