Se ninguém fala…

 

Ufa! Finalmente chegou 2017, mas que demorou, demorou! 2016 teve um segundo a mais e causou uma espera demasiada longa para passar. Pudera! Foi um ano bem complicado e pela primeira vez assisti uma virada de ano na qual as pessoas não alimentavam a expectativa de um feliz ano novo.

Mas o que houve? De repente, um mar de lama tomou conta do Brasil e fulminou as esperanças do povo. Já fomos “um país de todos”. Só esqueceram de acrescentar “os corruptos”.  Logo depois, nos transformamos na “Pátria educadora”. Mais uma vez, esqueceram de acrescentar “da roubalheira”. Após treze anos de muitas malandragens governamentais, será que o Brasil tem jeito?  Será que 2017 será a continuação de 2016? Pelas projeções, sim. A corrupção está tão encarnada no meio político que ficaria até bem adotar o seguinte slogan: “Brasil, o país da malandragem”.  Não era isso que eu gostaria de falar, mas não tem jeito. O governo atual está tão envolvido nesse processo infame quanto o anterior e não sabemos quando haverá uma renovação política capaz de mudar a realidade atual. É natural que a violência que impera hoje no Brasil seja o reflexo da incapacidade dos nossos políticos de serem honestos e trabalharem para proteger o cidadão.  Se não há respeito às instituições e às leis vigentes, diga-se de passagem ultrapassadas, não há como mudar essa realidade a curto prazo, o que significa conviver com o medo e a incerteza do futuro.

Mas eu continuo não querendo falar disso. Preciso desejar que o ano novo seja o ano da recuperação e que as projeções se mostrem erradas. Prefiro acreditar que em pouco tempo o Brasil retomará uma trajetória de decência na política e nos dê orgulho de sermos brasileiros, tanto aqui quanto no exterior. Desejo firmemente um ano novo com as velhas raposas na cadeia. Tenho nojo dessa realidade, tenho nojo dos nossos políticos.  Mas não era isso que eu queria dizer. Só quero desejar um feliz ano novo para o Brasil. Preciso voltar a falar de comunicação visual e serigrafia como sempre fiz, mas dizer o quê? Na falta do que dizer, na falta de inspiração, na falta de estímulo, só posso dizer que não me falta coragem para continuar falando. Feliz ano novo a todos, mas seria muito mais feliz se a classe política brasileira se auto-implodisse.

Sinval Lima

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